sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Sensaura, a solução inclusiva para navegar no mundo além da visão


Criado pela designer inglesa Sophie Horrocks, o dispositivo foi desenhado para orientar o deslocamento de pessoas com deficiência visual

Como podemos navegar pelo mundo sem visão?

Sensaura é uma solução de design inclusiva para pessoas com deficiência visual poderem navegar pelo mundo além da visão. O aplicativo usa uma linguagem de áudio espacial por meio da tecnologia wearable para permitir viagens independentes de espaços internos e externos, com o potencial de transformar a navegação sem o uso das mãos para milhões de pessoas em todo o mundo, além dos usuários cegos e com baixa visão.

O gadget ganhou reconhecimento de notáveis ​​líderes da indústria, incluindo Jony Ive, Chanceler do Royal College of Art, que foi Diretor de Design da Apple, Gerry McGovern, diretor de criação da Land Rove e Yves Béhar, fundador e CEO da fuseproject.

O que motivou Sophie Horrocks a criar o Sensaura?

“Como podemos navegar pelo mundo sem visão? Atualmente, no Reino Unido, quase 2 milhões de pessoas vivem com algum grau de perda de visão. Esse número deve dobrar até 2050. Um usuário afirmou que eles foram “desativados apenas pelo design de nosso ambiente”. Podemos não ser capazes de redesenhar todo o ambiente, mas, mais facilmente, podemos projetar nossa percepção do ambiente”, diz a designer.

As tecnologias assistivas atuais para navegação têm se concentrado no desenvolvimento de inteligências para detectar e processar informações visuais dos ambientes. O Sensaura tem uma abordagem que promete começar com o objetivo ideal de como seria um futuro totalmente inclusivo e acessível, trabalhando a partir daí e colocando o usuário humano no centro de seu processo para garantir uma solução desejável e sustentável.

O processo de criação começou com uma pesquisa global com usuários cegos e de baixa visão em Tóquio, Nova York e Londres, e identificou o problema global enfrentado por essas pessoas de como navegar não apenas de forma independente, mas intuitiva. O envolvimento de usuários com deficiências visuais em todo o processo de design validou a relevância do projeto.

Para mais informações sobre o Sensaura e para conferir o vídeo sobre o aplicativo, acesse o site (em inglês): https://www.sophiehorrocks.com/sensaura 
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Pacote de acessibilidade do Android aprimora os controles por gestos



Atualização oferece mais alternativas às atuais opções de deslizamento de um dedo na tela ou no sensor de impressão digital.

Pacote de Acessibilidade do Android agora oferece recursos de controle do aparelho com gestos na tela, utilizando dois ou três dedos.

A novidade está disponível na versão 9.0, em distribuição gradual na Play Store, 
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mas precisa ser habilitada em um menu dentro das configurações do recurso TalkBack — voltado originalmente para leitura da tela.

Com a atualização instalada, basta abrir o aplicativo de Configurações do Android e entrar na opção Acessibilidade > TalkBack. Nas configurações do recurso, acesse “Configurações do desenvolvedor” e, ao final da lista de opções, a tela deve mostrar uma opção “Habilitar gestos …”. Ao ser ativada, ela libera uma nova opção no menu “Gestos” dentro das configurações do TalkBack.

A atualização inclui gestos com dois ou três dedos, oferecendo mais alternativas às atuais opções de deslizamento de um dedo na tela ou no sensor de impressão digital. Os novos gestos permitem uma maior gama de controle do aparelho, especialmente para usuários com deficiência visual.

sábado, 9 de janeiro de 2021

Jovem recebe prêmio por invenção que detecta câncer de mama em casa



Uma jovem de 23 anos, recebeu o Prêmio Internacional James Dyson Award por sua invenção que detecta câncer de mama em casa.

O prêmio para jovens engenheiros foi concedido a Judit Giró Benet, uma espanhola que desenvolveu a “The Blue Box”, uma caixa azul que consegue detectar a doença de forma prática e preventiva.

Para isso, a caixa inovadora de Judit usa apenas uma amostra de urina e e um algoritmo de IA – Inteligência Artificial.

Já que um em cada três casos de câncer de mama é detectado tardiamente, Judit espera que sua invenção salve vidas ao tornar o diagnóstico rapidamente acessível a todos.

Câncer na família

O diagnóstico de câncer da própria mãe inspirou Judit na criação da Blue Box.

Ela também ficou intrigada com a capacidade dos cães em farejarem câncer em humanos.

“Se o cachorro late, eles sabem que o humano tem câncer. E os cães nunca erram. Eles estão sempre certos, o que mostra como a natureza é incrível. Então, pensei, se o cachorro é capaz de fazer isso, por que meu microprocessador não seria capaz?”

Trajetória 

Judit sempre se interessou por matemática e ciências. O pai dela é engenheiro elétrico e a inspirou a pensar como um engenheiro por toda a vida.

No começo ela queria ser médica, mas acabou escolhendo a direção da engenharia biomédica.

“Um dia, quando eu tinha 15 anos, fui com um dos meus professores para uma exposição de aptidões profissionais e ouvi alguém palestrar sobre engenharia biomédica.

Ouvir isso fez com que eu me apaixonasse, mas eu sabia que teria que estudar muito”, disse ela.

Comercialização

Depois de criar o aparelho, Judit está a um passo de seu sonho: Ver a “The Blue Box” ser vendida em todos os lugares por 60 dólares, cerca de 300 reais.

E o prêmio vai ajudá-la nesta missão.

“Além disso, o prêmio em dinheiro nos permitirá patentear o produto. E se formos patenteados, somos capazes de lançar aos investidores. Portanto, em vez de levar dois anos, levará meio ano. É uma grande diferença”, comemorou Judit.

Atualmente, a jovem cientista trabalha no aperfeiçoamento da caixa na Universidade de Irvine, na Califórnia.

Ela está fazendo ensaios clínicos e futuramante espera a aprovação do FDA, a Agência de Medicamentos dos EUA.

Com informações do Inspire More

domingo, 20 de dezembro de 2020

Estudantes brasileiros criam conta-gotas sonoro para ajudar pessoas cegas

A tecnologia tem uma tarefa: facilitar a vida das pessoas, e isso inclui ajudá-las a superar limitações. Justamente com esse foco, estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram um conta-gotas inédito, batizado de Ping, com aviso sonoro. A tecnologia assistiva funciona mediante um bip emitido a cada gota que atravessa um sensor, com o intuito de auxiliar na contagem.

A ideia por trás da invenção, registrada pela Agência de Inovação Tecnológica (Inova) da UFPB, é ajudar pessoas com baixa visão ou cegueira, idosos ou qualquer indivíduo que tenha dificuldade visual para administrar medicamentos em gotas, para que não haja erro na dosagem — algo que pode desencadear consequências indesejadas, dependendo do remédio.

Por trás do Ping, encontram-se os estudantes João Victor Nogueira, de Engenharia de Produção Mecânica, e Rosiane Agapito da Silva, de Engenharia Elétrica, orientados pelos professores Fábio Borges e Euler Macedo.

Como surgiu o Ping

Basicamente, o Ping tem oito centímetros e é feito de plástico ABS, uma resina termoplástica derivada do petróleo. O dispositivo foi confeccionado por meio de uma impressora 3D, para manter o baixo custo. Os próprios estudantes por trás do produto contam que o item mais caro para sua produção é a bateria, uma pilha de controle remoto de portão eletrônico, que custa entre R$ 3 e R$ 5, o que leva a uma expectativa de chegar ao mercado com preço acessível.

Para desenvolver o dispositivo, os estudantes levaram um ano e meio. A ideia veio de um projeto da disciplina Planejamento e Projeto do Produto. Na perspectiva deles, o aparelho possibilitará mais autonomia às pessoas com alguma limitação visual.


Vale ressaltar que o design do produto foi desenvolvido pela Spark, empresa holandesa com base em Recife (PE), que foi contratada para esse fim. O Ping também contou com os trabalhos da empresa Contra Criativos, aceleradora de startups responsável por criar um modelo de negócios e estratégias de pré-produção, para que o produto chegue ao mercado. Por enquanto, o dispositivo está em fase de ajustes e depende de programas de incentivos para ser vendido à população.

"O produto em si não tem uma tecnologia revolucionária, mas resolve um grande problema, às vezes invisível para a população em geral. Mais do que um circuito elétrico simples, desde o início enxergamos as imensas possibilidades para resolver uma dor dos deficientes visuais e fizemos um longo caminho, usando de vários meios para transformar o Ping em um produto inovador, funcional e viável", diz Diogo Carvalho, designer e sócio do Contra. O design de produto foi feito em duas etapas: entrevistas realizadas pelos idealizadores no projeto de TCC e análise desses dados pelo Contra, quando as informações da pesquisa foram confrontadas com dados globais e atualizados sobre as características do público deficiente visual.

O Centelha, programa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações que estimula a criação de empreendimentos inovadores com investimento de R$ 50 mil, chegou a selecionar o conta-gotas sonoro para pessoas com deficiência visual para a terceira e última fase do programa.

No último dia 4, a página do Ping do Instagram anunciou que o produto tem percorrido uma grande jornada para ser finalizado. "Da aceleração ao fomento, um projeto de tamanho impacto na vida de milhões de pessoas necessita passar por diversos processos até chegar à sua versão final, dependendo de investimento e patente. Na busca por investimentos, o Ping encontrou no Scambo Digital e na tokenização a solução para essa etapa. É importante salientar que o montante arrecadado no processo de tokenização será integralmente investido na produção do produto".

Fonte: Canaltech

sábado, 9 de setembro de 2017

Cinco aplicativos para pessoas com deficiência
Confira cinco aplicativos que auxiliam na acessibilidade, inclusão e rotina de pessoas com deficiência.

Acessar aplicativos, informações e entrar em redes sociais com o celular tem se tornado ação comum para pessoas com deficiência física, visual, intelectual e motora. Preparamos cinco novidades que contribuem com a rotina destas pessoas.
Confira abaixo:
  1.  Sistema IOS disponibiliza o Voice Ouver
    Um leitor de tela que permite pessoas com deficiência visual ingressarem em aplicativos, redes sociais e desta forma alcançam autonomia na rotina de trabalho, estudos e comunicação digital. Ele permite que com toque de tela sejam acessadas informações sonoras sobre o conteúdo que se deseja conhecer.
  2. Talk Back – Disponível em sistema Android permite leitura de tela para cegos. O sistema permite leitura parcial de aplicativos baixados nos smarthphones.
  3. Guiaderodas – Alternativa para que ambientes abertos ao público, restaurantes e bares possam se adequar às pessoas com deficiência física. Por meio de questionário os cadeirantes ficam informados sobre ambientes preparados evitando assim constrangimentos.
  4. Handtalk – Permite a comunicação com deficiência auditiva. Através de tradução para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). O recurso está disponível em Android e IOS.
  5. Aramuno – Facilita aprendizagem de pessoas com dislexia, dificuldades de aprendizado ou com deficiência visual. Em um jogo com bolhas flutuantes na tela do celular, uma espécie de palavras cruzadas em que o jogador deve formar palavras com sílabas, ampliar o vocabulário e estimular a aprendizagem através de interface atraente e pode ser baixado nos dispositivos com Android.
    Fonte: G1 
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domingo, 30 de julho de 2017

Jovens criam app para ajudar pessoas com síndrome do pânico
Ajuda na Síndrome do Pânico

Três universitárias desenvolveram um aplicativo de celular para ajudar pessoas que têm crises de pânico, ou de ansiedade.
Batizado de Be Okay, o app já está disponível para aparelhos com sistema iOS, de forma gratuita.
A intenção é ajudar tanto no exato momento da crise quanto a longo prazo.
Quando o ataque está acontecendo, o usuário pode acessar uma animação para acompanhar um exercício de respiração, já que a falta de ar é um dos principais sintomas.
Ele também pode ver fotos que o acalmam, selecionadas previamente por ele mesmo, acionar uma discagem rápida para alguém capaz de ajudá-lo nessa hora, entre outros recursos.
Uma das criadoras, Gabriella Lopes, de 20 anos, conta que nunca experimentou ela própria uma crise de pânico, mas tem amigos e familiares que já passaram pela situação.
“Conforme pesquisávamos para desenvolver o app, nos demos conta de que todos com quem nós falávamos conheciam pelo menos uma pessoa que já teve crise de pânico. É algo comum, e muitas vezes essas pessoas se veem sem qualquer ajuda”, disse a estudante de Design de Mídia Digital ao OGlobo.
A criação
A plataforma doi desenvolvida dentro do Programa de Formação para Desenvolvimento de Aplicativos iOS, coordenado pelo Laboratório de Engenharia de Software do Centro Técnico Científico (CTC) da PUC-Rio.
Além de Gabriella, participaram da criação as alunas Ana Luiza Ferrer, do curso de Engenharia de Produção, e Helena Leitão, de Sistemas de Informação.
“Várias das funções do app foram fruto de sugestões de pessoas que já passaram por crises. Uma delas nos disse que o que a acalmava nessas horas era ver fotos de cachorrinhos pug”, lembra Gabriella.
“Então nós criamos a possibilidade de o usuário do app selecionar algumas fotos para que, nos momentos de crise, ele possa acessar. São as fotos que fizerem algum sentido para ele, que provoquem relaxamento. O app é uma zona de conforto, como gostamos de chamar”.
Acompanhamento
Além da ajuda imediata, é possível fazer um histórico, por meio de registros com detalhes da crise que ocorreu.
Passado o ataque de pânico, o Be Okay oferece a opção de preencher um formulário com hora, duração, local e sintomas.
Essa ferramenta foi acrescentada para dar ao usuário a possibilidade de identificar quais são os gatilhos que o levam à crise e verificar qual a frequência que isso acontece.
Com informações de OGlobo