sábado, 9 de janeiro de 2021

Jovem recebe prêmio por invenção que detecta câncer de mama em casa



Uma jovem de 23 anos, recebeu o Prêmio Internacional James Dyson Award por sua invenção que detecta câncer de mama em casa.

O prêmio para jovens engenheiros foi concedido a Judit Giró Benet, uma espanhola que desenvolveu a “The Blue Box”, uma caixa azul que consegue detectar a doença de forma prática e preventiva.

Para isso, a caixa inovadora de Judit usa apenas uma amostra de urina e e um algoritmo de IA – Inteligência Artificial.

Já que um em cada três casos de câncer de mama é detectado tardiamente, Judit espera que sua invenção salve vidas ao tornar o diagnóstico rapidamente acessível a todos.

Câncer na família

O diagnóstico de câncer da própria mãe inspirou Judit na criação da Blue Box.

Ela também ficou intrigada com a capacidade dos cães em farejarem câncer em humanos.

“Se o cachorro late, eles sabem que o humano tem câncer. E os cães nunca erram. Eles estão sempre certos, o que mostra como a natureza é incrível. Então, pensei, se o cachorro é capaz de fazer isso, por que meu microprocessador não seria capaz?”

Trajetória 

Judit sempre se interessou por matemática e ciências. O pai dela é engenheiro elétrico e a inspirou a pensar como um engenheiro por toda a vida.

No começo ela queria ser médica, mas acabou escolhendo a direção da engenharia biomédica.

“Um dia, quando eu tinha 15 anos, fui com um dos meus professores para uma exposição de aptidões profissionais e ouvi alguém palestrar sobre engenharia biomédica.

Ouvir isso fez com que eu me apaixonasse, mas eu sabia que teria que estudar muito”, disse ela.

Comercialização

Depois de criar o aparelho, Judit está a um passo de seu sonho: Ver a “The Blue Box” ser vendida em todos os lugares por 60 dólares, cerca de 300 reais.

E o prêmio vai ajudá-la nesta missão.

“Além disso, o prêmio em dinheiro nos permitirá patentear o produto. E se formos patenteados, somos capazes de lançar aos investidores. Portanto, em vez de levar dois anos, levará meio ano. É uma grande diferença”, comemorou Judit.

Atualmente, a jovem cientista trabalha no aperfeiçoamento da caixa na Universidade de Irvine, na Califórnia.

Ela está fazendo ensaios clínicos e futuramante espera a aprovação do FDA, a Agência de Medicamentos dos EUA.

Com informações do Inspire More

domingo, 20 de dezembro de 2020

Estudantes brasileiros criam conta-gotas sonoro para ajudar pessoas cegas

A tecnologia tem uma tarefa: facilitar a vida das pessoas, e isso inclui ajudá-las a superar limitações. Justamente com esse foco, estudantes da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram um conta-gotas inédito, batizado de Ping, com aviso sonoro. A tecnologia assistiva funciona mediante um bip emitido a cada gota que atravessa um sensor, com o intuito de auxiliar na contagem.

A ideia por trás da invenção, registrada pela Agência de Inovação Tecnológica (Inova) da UFPB, é ajudar pessoas com baixa visão ou cegueira, idosos ou qualquer indivíduo que tenha dificuldade visual para administrar medicamentos em gotas, para que não haja erro na dosagem — algo que pode desencadear consequências indesejadas, dependendo do remédio.

Por trás do Ping, encontram-se os estudantes João Victor Nogueira, de Engenharia de Produção Mecânica, e Rosiane Agapito da Silva, de Engenharia Elétrica, orientados pelos professores Fábio Borges e Euler Macedo.

Como surgiu o Ping

Basicamente, o Ping tem oito centímetros e é feito de plástico ABS, uma resina termoplástica derivada do petróleo. O dispositivo foi confeccionado por meio de uma impressora 3D, para manter o baixo custo. Os próprios estudantes por trás do produto contam que o item mais caro para sua produção é a bateria, uma pilha de controle remoto de portão eletrônico, que custa entre R$ 3 e R$ 5, o que leva a uma expectativa de chegar ao mercado com preço acessível.

Para desenvolver o dispositivo, os estudantes levaram um ano e meio. A ideia veio de um projeto da disciplina Planejamento e Projeto do Produto. Na perspectiva deles, o aparelho possibilitará mais autonomia às pessoas com alguma limitação visual.


Vale ressaltar que o design do produto foi desenvolvido pela Spark, empresa holandesa com base em Recife (PE), que foi contratada para esse fim. O Ping também contou com os trabalhos da empresa Contra Criativos, aceleradora de startups responsável por criar um modelo de negócios e estratégias de pré-produção, para que o produto chegue ao mercado. Por enquanto, o dispositivo está em fase de ajustes e depende de programas de incentivos para ser vendido à população.

"O produto em si não tem uma tecnologia revolucionária, mas resolve um grande problema, às vezes invisível para a população em geral. Mais do que um circuito elétrico simples, desde o início enxergamos as imensas possibilidades para resolver uma dor dos deficientes visuais e fizemos um longo caminho, usando de vários meios para transformar o Ping em um produto inovador, funcional e viável", diz Diogo Carvalho, designer e sócio do Contra. O design de produto foi feito em duas etapas: entrevistas realizadas pelos idealizadores no projeto de TCC e análise desses dados pelo Contra, quando as informações da pesquisa foram confrontadas com dados globais e atualizados sobre as características do público deficiente visual.

O Centelha, programa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações que estimula a criação de empreendimentos inovadores com investimento de R$ 50 mil, chegou a selecionar o conta-gotas sonoro para pessoas com deficiência visual para a terceira e última fase do programa.

No último dia 4, a página do Ping do Instagram anunciou que o produto tem percorrido uma grande jornada para ser finalizado. "Da aceleração ao fomento, um projeto de tamanho impacto na vida de milhões de pessoas necessita passar por diversos processos até chegar à sua versão final, dependendo de investimento e patente. Na busca por investimentos, o Ping encontrou no Scambo Digital e na tokenização a solução para essa etapa. É importante salientar que o montante arrecadado no processo de tokenização será integralmente investido na produção do produto".

Fonte: Canaltech

sábado, 9 de setembro de 2017

Cinco aplicativos para pessoas com deficiência
Confira cinco aplicativos que auxiliam na acessibilidade, inclusão e rotina de pessoas com deficiência.

Acessar aplicativos, informações e entrar em redes sociais com o celular tem se tornado ação comum para pessoas com deficiência física, visual, intelectual e motora. Preparamos cinco novidades que contribuem com a rotina destas pessoas.
Confira abaixo:
  1.  Sistema IOS disponibiliza o Voice Ouver
    Um leitor de tela que permite pessoas com deficiência visual ingressarem em aplicativos, redes sociais e desta forma alcançam autonomia na rotina de trabalho, estudos e comunicação digital. Ele permite que com toque de tela sejam acessadas informações sonoras sobre o conteúdo que se deseja conhecer.
  2. Talk Back – Disponível em sistema Android permite leitura de tela para cegos. O sistema permite leitura parcial de aplicativos baixados nos smarthphones.
  3. Guiaderodas – Alternativa para que ambientes abertos ao público, restaurantes e bares possam se adequar às pessoas com deficiência física. Por meio de questionário os cadeirantes ficam informados sobre ambientes preparados evitando assim constrangimentos.
  4. Handtalk – Permite a comunicação com deficiência auditiva. Através de tradução para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). O recurso está disponível em Android e IOS.
  5. Aramuno – Facilita aprendizagem de pessoas com dislexia, dificuldades de aprendizado ou com deficiência visual. Em um jogo com bolhas flutuantes na tela do celular, uma espécie de palavras cruzadas em que o jogador deve formar palavras com sílabas, ampliar o vocabulário e estimular a aprendizagem através de interface atraente e pode ser baixado nos dispositivos com Android.
    Fonte: G1 
    Site externo

domingo, 30 de julho de 2017

Jovens criam app para ajudar pessoas com síndrome do pânico
Ajuda na Síndrome do Pânico

Três universitárias desenvolveram um aplicativo de celular para ajudar pessoas que têm crises de pânico, ou de ansiedade.
Batizado de Be Okay, o app já está disponível para aparelhos com sistema iOS, de forma gratuita.
A intenção é ajudar tanto no exato momento da crise quanto a longo prazo.
Quando o ataque está acontecendo, o usuário pode acessar uma animação para acompanhar um exercício de respiração, já que a falta de ar é um dos principais sintomas.
Ele também pode ver fotos que o acalmam, selecionadas previamente por ele mesmo, acionar uma discagem rápida para alguém capaz de ajudá-lo nessa hora, entre outros recursos.
Uma das criadoras, Gabriella Lopes, de 20 anos, conta que nunca experimentou ela própria uma crise de pânico, mas tem amigos e familiares que já passaram pela situação.
“Conforme pesquisávamos para desenvolver o app, nos demos conta de que todos com quem nós falávamos conheciam pelo menos uma pessoa que já teve crise de pânico. É algo comum, e muitas vezes essas pessoas se veem sem qualquer ajuda”, disse a estudante de Design de Mídia Digital ao OGlobo.
A criação
A plataforma doi desenvolvida dentro do Programa de Formação para Desenvolvimento de Aplicativos iOS, coordenado pelo Laboratório de Engenharia de Software do Centro Técnico Científico (CTC) da PUC-Rio.
Além de Gabriella, participaram da criação as alunas Ana Luiza Ferrer, do curso de Engenharia de Produção, e Helena Leitão, de Sistemas de Informação.
“Várias das funções do app foram fruto de sugestões de pessoas que já passaram por crises. Uma delas nos disse que o que a acalmava nessas horas era ver fotos de cachorrinhos pug”, lembra Gabriella.
“Então nós criamos a possibilidade de o usuário do app selecionar algumas fotos para que, nos momentos de crise, ele possa acessar. São as fotos que fizerem algum sentido para ele, que provoquem relaxamento. O app é uma zona de conforto, como gostamos de chamar”.
Acompanhamento
Além da ajuda imediata, é possível fazer um histórico, por meio de registros com detalhes da crise que ocorreu.
Passado o ataque de pânico, o Be Okay oferece a opção de preencher um formulário com hora, duração, local e sintomas.
Essa ferramenta foi acrescentada para dar ao usuário a possibilidade de identificar quais são os gatilhos que o levam à crise e verificar qual a frequência que isso acontece.
Com informações de OGlobo 

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Tecnologia a favor dos portadores de necessidades especiais

As pessoas com necessidades especiais enfrentam inúmeras dificuldades em seus ambientes de estudo, trabalho e até mesmo lazer. Isto porque não conseguem se adaptar a muitas práticas do cotidiano, que envolvem a participação dos sentidos, habilidades e recursos que uma pessoa portadora de alguma deficiência muitas vezes não consegue desenvolver.


No entanto, felizmente, empresas e pesquisadores buscam facilitar a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho e, em geral, no convívio social. É uma maneira de reverter o quadro descrito acima, através da criação de novos produtos adaptados às necessidades do portador, como veremos alguns exemplos a seguir.

Como anda a situação no Brasil



De acordo com dados do Ministério da Saúde, 25 milhões de brasileiros possuem algum tipo de deficiência, ou seja, o número corresponde a 14% da população do país — sendo que 40% representam o grupo de deficientes visuais (parcial ou total).


Isso levou o governo a tomar providências e implantar melhorias nas cidades para trazer maior segurança e comodidade a esta parcela da população. Alguns municípios possuem ônibus especiais com bancos preferenciais, gravações e letreiros luminosos informando a próxima parada, e plataformas para acesso de cadeira de rodas. Outro exemplo são os dispositivos sonoros para avisar quando o semáforo fica verde ou vermelho.
Outra maneira encontrada para prestar assistência aos deficientes foi a de garantir maior chance na disputa por um emprego ou por uma vaga nas universidades. O artigo 93 da legislação de 1991 assegura que empresas com 100 ou mais funcionários devem “preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência”. Já as instituições organizadoras de concursos públicos devem destinar 5% das vagas ao grupo.


Além de facilitar a integração dos deficientes através da implementação das políticas afirmativas, bem como da adaptação de espaços públicos para que ofereçam às pessoas portadoras de alguma necessidade especial a possibilidade de participação nas atividades regulares dos demais cidadãos, o Brasil — como forma de incentivo — busca oferecer subsídios e isentar de alguns impostos as empresas de tecnologia que se comprometem a desenvolver produtos adaptados às necessidades daquelas pessoas. O Governo Federal faz isto também com o intuito de reduzir os custos de produção, para que, consequentemente, o produto chegue mais barato na mão dos consumidores. 

No início do mês, o Instituto de Tecnologia de Software de São Paulo (ITS) assinou uma parceria com a TechAccess para desenvolver um computador com custo em torno de R$ 3 mil para o consumidor – incluindo hardware e software – adaptado às pessoas com nanismo, assim como deficientes visuais ou físicos. 



Pesquisas em universidades brasileiras


As universidades brasileiras também assumem a responsabilidade de desenvolver projetos, visando o bem-estar dos portadores de necessidades especiais.


A Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) trabalhou com o Ministério de Educação para criar o software gratuito MecDaisy, nomeado assim por ser baseado no padrão internacional Daisy (sigla em inglês para Sistema de Informação de Acesso Digital).


O programa permite a transformação de textos escritos para a linguagem oral, digitalmente narrados através de um sintetizador de voz. Ainda oferece a adaptação em caracteres ampliados, opção de impressão em Braille e descrição de figuras, gráficos e imagens presentes no texto.


Já pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) construíram o protótipo de um aparelho capaz de traduzir documentos e páginas da Internet diretamente para o alfabeto Braille, descartando a necessidade de impressoras especiais. A superfície do chamado dispositivo anagliptográfico exibe os sinais em alto relevo e funciona como uma espécie de teclado de leitura conectado com computadores e notebooks.

Gadgets em prol dos cegos



Em janeiro deste ano, o músico Stevie Wonder compareceu à Consumer Electronics Show para defender a inclusão dos deficientes visuais na revolução digital. Ele e outros defensores da causa declararam no evento que as empresas precisam levar em consideração as necessidades desse grupo, fabricando aparelhos com interface mais simples para atender o público em geral.


O alvo da reclamação é a nova onda de eletrônicos com tela sensível ao toque. Os botões de rádios e microondas podiam ser identificados através do tato, sendo fácil de utilizar depois que o usuário se acostumasse com o teclado. Ao contrário da navegação por menus do touchscreen que, por vezes, necessita que a pessoa esteja (de fato) vendo a tela para usar o aparelho.


Algumas empresas se preocuparam em simplificar o manuseio dos seus produtos em prol dos deficientes visuais. A Toshiba lançou há poucas semanas atrás o celular Tactility. O design do teclado foi projetado em alto relevo, com algarismos na linguagem Braille, e permite que o usuário amarre um cordão para usar o celular em volta do pescoço.


A Samsung já está desenvolvendo seu segundo modelo de celulares para cegos, ainda em fase de desenvolvimento. O primeiro, lançado em 2006, chegou a receber o prêmio no Industrial Design Excellence Awards (IDEA) no mesmo ano. O celular Touch Messenger possui uma tela que possibilita o usuário a escrever e receber mensagens de texto em Braille através dos 12 botões dispostos no teclado.


O novo modelo ainda está em fase de desenvolvimento, mas já podemos conferir imagens do protótipo. Ele oferece praticamente as mesmas funções do Touch Messenger, com o design semelhante ao controle remoto de uma televisão. A inovação fica por conta do sistema “Electric Active Plastic”, capaz de gerar um código em Braille na tela do celular.



Mouse ocular para deficientes motores

A Universidade Federal de Manaus (AM) e a Fundação Desembargador Paulo Feitosa investiram seis anos no projeto do software e hardware. O mouse ocular permite que portadores de necessidades especiais (tetraplégicos, distrofia muscular, doenças degenerativas) possam usar plenamente o computador.

São fixados eletrodos na região próxima aos olhos da pessoa, responsáveis por converter os movimentos em comandos do computador. O mouse é controlado através da movimentação dos olhos e uma piscada é traduzida com um clique. Para digitar textos, o usuário pode utilizar um teclado virtual. Confira uma entrevista com os pesquisadores do projeto no vídeo abaixo, saiba mais sobre como funciona o mouse ocular e como essa tecnologia pode ajudar milhares de pessoas.
Stephen Hawking
Stephen Hawking é o maior exemplo de que a tecnologia pode ser uma aliada para os portadores de deficiências físicas e motoras.

Considerado um dos mais consagrados físicos teóricos de todo o mundo, Stephen Hawking convive com uma doença degenerativa — e ainda sem cura — chamada esclerose lateral amiotrófica, que paralisa os músculos do corpo, porém sem atingir as funções cerebrais.

Hawking, que não consegue movimentar voluntariamente sua musculatura, utiliza um sintetizador de voz para poder se comunicar com as pessoas, dentre elas, seus alunos. Pois é, por mais incrível que possa parecer e apesar de todas as dificuldades que enfrenta pelas suas limitações físicas, o cientista leciona na Universidade de Cambridge, instituição na qual ocupa o posto de professor lucasiano de Matemática, cadeira já pertencente a ninguém menos do que Sir Isaac Newton. 
A cadeira de rodas de Hawking é adaptada com equipamentos para atender suas necessidades. Depois de perder o movimento dos dedos, o cientista encontrou outra maneira de se comunicar. Um dispositivo acoplado na armação de óculos e conectado ao computador permite que Hawking “digite” frases através de movimentos dos músculos da fase, direcionando o raio para as palavras que deseja escrever.


A fonte de energia para o funcionamento do computador também foi adicionada à cadeira de rodas. Além da fonte interna, foram acopladas baterias parecidas com as de carros, na parte de baixo da cadeira.