sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Nadador sem braços de 10 anos ganha título de atleta do ano



Um menino de 10 anos, que nasceu sem os braços, se tornou campeão de natação e conquistou o título de Esportista do Ano pelo jornal Nezavisne Novine pelo desempenho no esporte.

Ismail Zulfic é da Bósnia Herzegonvina e embora tenha limitações não se intimidou frente aos obstáculos.

Sua coragem e determinação já lhe renderam 40 medalhas em importantes torneios.

Conquistas

Aos 7 anos, foi o vencedor da medalha de ouro nos 50 metros costas para pessoas com deficiência na Croácia.

Em 2018, venceu os Jogos Esportivos Open Internacional de Belgrado com medalha de ouro também nos 50 metros costas.

Também conquistou medalha de bronze nos 50 metros livres.

Treinamento

As conquistas desportivas de Ismail são uma grande inspiração para outras crianças com deficiência que o admiram pela sua determinação.

O garoto treina duro 3 vezes por semana no Spid Club – Sociedade Desportiva para Pessoas com Deficiência – e conta com o apoio da família.

Ele viaja com o pai de carro da sua cidade natal, Zenica, até Sarajevo, num trajeto de 150 quilômetros.

“Nos cinco anos que vem treinando, ele nunca disse ‘não posso’ ou ‘não vou fazer’…. Eu sei que algumas coisas podem mudar durante a puberdade. Mas por enquanto, ele gosta de ser o primeiro em tudo que faz, natação, futebol, ciclismo”, disse com orgulho o pai, Ismet.

Além disso, Ismet conta que seu filho sempre se esforça para conquistar uma medalha e, quando o faz, trabalha muito para quebrar seu próprio recorde.

Medo da água

O mais impressionante de Ismail é que no início ele tinha medo de água, porque quando era mais novo caiu em uma piscina de borracha.

O pai apostou numa boa alternativa para ele superar e enfrentar os próprios medos.

Foi assim que a família chegou ao Spid Club, onde conheceram Amel Kapo, um dos treinadores e fundador do clube. Com muito carinho ele ajudou o garoto perder o medo da água.



Com informações do Nation

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Bailarina brasileira de 16 anos sem braços é inspiração na dança



A bailarina Vitória Buono Boche é brasileira, tem 16 anos, e está provando que nada pode impedi-la de voar alto com seus saltos no balé clássico, ou no jazz.

Vitória, conhecida como Vih Bueno no Instagram, não tem os braços, mas isso nunca foi um problema na dança, sua paixão.

Ela é aluna da Academia Ândrea Falsarella em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais.

Atividades

A adolescente é uma bailarina completa.

Ela também pratica jazz, sapateado e dança contemporânea no estúdio.

E cada apresentação é destacada pelo sorriso contagiante e alegria de Victória.

Vih aprendeu a fazer quase tudo que um adolescente comum faria sem os braços.

Ela está sempre provando que sim é possível levar uma vida plena e independente.

Destaque

E já tem provas disso: ganhou prêmios e reconhecimento até da prestigiada Royal Academy of Dance, de Londres.

Ela tem mais de 23 mil seguidores no Instagram, e tudo isso graças aos seus vídeos de dança divertidos e rotinas de instruções inspiradoras.

E não é só a dança. Ela se maquia com os pés e posta nas redes várias outros desafios que fazem tudo parecer simples.

Uma dessas práticas divertidas é trocar de figurino, intercalada sempre com a dança.

Veja:

Aqui, vitória dançando Alice no País das Maravilhas:

Com informações do Inspire More

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Garoto com paralisia canta: médicos disseram que nunca ia falar



Um garotinho com paralisia cerebral teve um prognóstico duro. Os médicos disseram aos pais que ele provavelmente nunca andaria, engatinharia ou falaria.

Hoje, com 3 anos, Malakai consegue andar com ajuda de um andador, falar e até cantar. Ele é do Canadá e nasceu prematuro pesando 3,8 libras, ou 1,72 kg. O menino ficou 12 dias na UTI.

Por causa do nascimento precoce, ele sofreu danos cerebrais e aos 17 meses foi diagnosticado com paralisia tetraplégica espástica.

Exercícios

Apesar do prognóstico, os pais não desistiram dele. Eles começaram a trabalhar com especialistas imediatamente para ajudar no progresso de Malakai.

“Fazemos exercícios diários e fisioterapia em casa, junto com consultas de terapia no Ottawa Childrens Treatment Center a cada duas semanas, na esperança de que possamos construir músculos em seu núcleo e ajudar a soltar os músculos tensos em seus braços e pernas”, escreveu a mãe dele, Lindsay no GoFundMe .

Deu certo. Malakai mostrou uma tremenda melhora desde então e se desenvolveu mais do que os médicos esperavam inicialmente!

Hoje, ele consegue andar com a ajuda de um andador e está aprendendo a se sentar sozinho.

E a família comemora cada barreira que ele ultrapassa.

Adora cantar

A maior surpresa para os pais foi saber que ele tinha sim a habilidade para falar.

Ele adora cantar o ABC, “Old MacDonald Had a Farm” e muito mais.

Lindsay disse que não se cansa de ver com o orgulho quando ele realiza algo em que trabalhou duro, seja pegar um brinquedo que estava lutando para agarrar, ou usar a colher.

As pequenas coisas trazem alegria, que afeta a família toda.

No vídeo abaixo dá pra ver a evolução do menino.

A família também mantém uma vaquinha no GoFundMe pra ajudar nessa luta que não é barata.

domingo, 3 de setembro de 2017

A história do jovem com Down que criou sua marca de brigadeiro
Downlicia marca de brigadeiros

Conheça a história de Gabriel Bernardes de Lima, que aos 21 anos lançou sua marca própria de brigadeiro, em São Paulo

Gabriel Bernardes de Lima, 21 anos, começou, em abril, a fazer brigadeiros gourmet para vender. Como qualquer jovem, já faz grandes planos para o dinheiro que tem ganhado. “Quero comprar um carro e ter a minha própria loja”. Gabriel tem síndrome de Down.
O projeto ainda levará algum tempo para ser realizado, mas ele já contribui com as contas da casa em que mora com a mãe, a secretária Martha, e a irmã mais velha, Carolina, 22, em um bairro da zona sul de São Paulo.
Antes de ser um negócio, a Downlicia –marca dos brigadeiros de Gabriel – é mais um esforço de Martha para mostrar que a síndrome não é empecilho para uma vida independente.

Cozinheiro precoce

“O Gabriel começou a se interessar por cozinhar com uns nove anos. Ele fazia sanduíches e sucos. Já maior, eu o ensinei a mexer no fogão, e ele aprendeu a fazer café, fritar ovo… Quando falava para alguém o que ele sabia fazer, percebia que a pessoa me olhava desacreditando. Foi assim que tive a ideia de gravar os vídeos”, fala Martha. A primeira gravação postada no YouTube por Martha – que aprendeu fuçando na internet a editar e a postar na plataforma– mostra o rapaz passando um cafezinho no coador.
Depois vieram vídeos dele fazendo macarrão com molho branco, bolo de coco e pastel. Entre uma receita e outra, a secretária gravava outras cenas do cotidiano do filho, como ele se barbeando e fazendo aulas de bateria.
A iniciativa teve como objetivo inicial mostrar a vida autônoma que o rapaz leva. Segundo a mãe, Gabriel entende melhor os percursos de metrô do que ela. Sai sozinho para resolver tarefas do dia a dia e tem conta em banco.

Surge um negócio

Em abril, depois de postar um vídeo no qual Gabriel aparecia fazendo brigadeiro de limão e de café, os conhecidos começaram a perguntar para Martha se eles estavam vendendo os doces. A secretária pensou: “Por que não?”, afinal, já pensava em ajudá-lo a encontrar um emprego.
A secretária enfrentava sérias dificuldades financeiras desde 2015, quando viu minguar o seu negócio, que era agenciar DJs para tocar em clubes e festas. Sem contar com a ajuda financeira –nem a presença– do pai dos filhos, Martha teve de sair do apartamento alugado em que vivia para um bem mais simples, sem contrato formal.
A situação ficou difícil a ponto de ela ter de pedir ao padre da paróquia do bairro uma cesta básica mensal para a família. “Chegamos a não ter nada em casa para comer”, conta ela, que, logo depois, começou a trabalhar na secretaria da igreja, sua ocupação atual.

Cliente famosa

As primeiras encomendas vieram de pessoas conhecidas, mas o negócio engrenou. Os pedidos agora chegam via redes sociais. A página da Downlicia no Facebook 
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 tem mais de 13 mil curtidas. No Instagram, Gabriel tem quase 4.400 seguidores. “Não sei como os brigadeiros chegaram na youtuber Kéfera, que até gravou um vídeo no Stories mostrando os doces e o folheto da marca”, diz a mãe.

Agora Gabriel concilia a produção dos brigadeiros com os estudos –ele está no nono ano de uma escola especial— e os passatempos típicos da idade. “Jogo videogame e vou na balada.” Questionado sobre o tipo de música que gosta, ele responde rapidinho: “Rap e funk”.
Fonte: Estilo Uo
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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Marido cria cadeira de rodas adaptada para esposa continuar praticando montanhismo

Equipamento nasceu da adaptação de um propósito parecido, encontrado na Europa, e já pode ser utilizado por cadeirantes de diversas partes do Brasil.

cadeira de rodas adaptada

Guilherme Simões Cordeiro e Juliana Tozzi sempre gostaram de fazer trilhas e escaladas, mas essa realidade mudou depois que Juliana acabou desenvolvendo uma síndrome neurológica rara, durante a gravidez. Dentre os sintomas, ela se deparou com a dificuldade de locomoção e teve que parar de praticar o esporte.
Guilherme procurou, então, uma alternativa para ajudar a esposa. Assim nasceu a Julietti: uma cadeira adaptada para montanhismo. Ela deu tão certo que eles começaram o “Montanha para Todos”, projeto que foi apresentado no Fórum de Acessibilidade e Inclusão de Mato Grosso, que aconteceu no dia dez de junho. Seu objetivo é espalhar o aparelho por todo o Brasil, para que pessoas com dificuldade de locomoção possam praticar o esporte.
Hoje, o projeto já possui 11 Juliettis, em diversas localidades. Para usá-las, não é preciso pagar nada, basta o cadeirante acessar o site do projeto “Montanha para Todos” 
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 e entrar em contato com as pessoas que as guardam.

“Queremos transformar o Montanha Para Todos em uma Ong voltada para a inclusão de pessoas com deficiência nos esportes radicais e atividades outdoor. Queremos distribuir equipamentos adaptados para estas atividades em diversos locais pelo mundo. Para tornar tudo isso realidade, vamos montar um banco de voluntários pelo mundo, dispostos a ajudar e interagir com essas pessoas”, conclui Guilherme.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Henrique Fogaça, jurado do MasterChef, fala sobre sua filha com deficiência
Fogaça do MasterChef

Um dos jurados do programa MasterChef, da Band, o chef Henrique Fogaça emocionou os participantes ao falar sobre a frustração de não poder cozinhar para sua filha, Olivia, de 8 anos. A menina tem uma deficiência e só se alimenta por sonda. Em entrevista o site de VEJA SÃO PAULO, ele comentou sobre a repercussão do caso nas redes sociais e confirmou uma nova temporada do programa.

Por que você decidiu falar no programa sobre o assunto? Esperava a repercussão?

Eu não esperava essa repercussão. Foi um momento curioso. Estávamos passando alguns dias difíceis, com a minha filha no hospital. Quando provei o prato da Aritana, lembrei da comida do centro médico, o que imediatamente me fez pensar na minha filha e acabei fazendo um desabafo. Foi automático.

Os médicos chegaram a um diagnóstico conclusivo sobre a sua filha? Como ela está hoje?

Não, os médicos nunca chegaram a uma conclusão sobre a síndrome. É algo raro. Mas ela mora em casa e está sempre acompanhada de uma enfermeira vinte e quatro horas. Ela faz também fisioterapia e fonoaudiologia. Hoje, está com 8 anos.

Poderia falar sobre o ano que passou no hospital?

Quando ela nasceu, a Olívia passou alguns dias no Albert Einstein. Mas, depois de vinte dias, tivemos que levá-la ao Sírio-Libanês e lá ela ficou quase um ano. Neste meio tempo, nós conversamos com diversos médicos especialistas, que nos atenderam com muita atenção. Hoje, a Olívia mora em casa e continua tendo todo o cuidado que precisa, além de receber muito carinho dos nossos amigos e da família.

Você participa do projeto Chefs Especiais (curso de gastronomia para pessoas com síndrome de down)? Como é o seu trabalho lá?

Eu dou aula de culinária para as crianças que participam do projeto.

O MasterChef também faz sucesso nas redes sociais. Você costuma acompanhar os comentários dos internautas após a exibição dos programas?

Eu consigo acompanhar nos meus perfis no Facebook e no Instagram, onde as pessoas publicam muitos comentários. Algumas coisas me marcam. Mas não costumo acompanhar muito mais que isso.

E sobre a fama de sex symbol? Como você lida com isso?

Sex symbol? (risos). Eu fico contente em fazer o programa, que tem um alcance muito grande. Também fico satisfeito em saber que o pessoal gosta, que agrada a mulherada.

Via: Veja