quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Garoto autista pede em cartinha de Natal que amigo também aprenda a falar

Veja a que ponto chega o amor, a empatia e a amizade de uma criança com autismo. Um menino de 8 anos pediu de presente de Natal que o amiguinho dele, de 9 anos, que também é autista, aprenda a falar.

Rafael tem 8 anos e escreveu o pedido na cartinha para o Papai Noel, que ficou pregada no mural da escola. Foi o jeito que o menino de São Paulo encontrou para ajudar o João, de 9 anos, que também tem autismo e é não verbal.

“Isso é para mostrar ao mundo que o autista também ama, tem amigos, sentimentos e vontades. Mesmo sem falar, o Rafa entende tudo o que João quer dizer, pois ele fala com os olhos e o Rafa entende com o coração”, escreveu a mãe de Rafael, Carina Dias Silva, 36, nas redes sociais.

Toda orgulhosa do filho, a técnica de enfermagem viu a cartinha dele viralizar rapidamente, com milhares de compartilhamentos e comentários elogiando a atitude do amigo.

“É uma das coisas mais lindas que já vi”, escreveu uma pessoa. “Creio que este pedido Deus vai ouvir”, apostou outra.

Carina, que também é mãe de Leonardo, 17 anos, contou que a carta foi escrita durante um trabalho na escola, na semana passada.

“A Ana, irmã do João, viu a cartinha no mural da escola e me ligou muito emocionada. Os dois participam do mesmo projeto para autistas que chama PIPA, do Hospital Nipo Brasileiro. E também frequentam a mesma escola. Então, passam o dia juntos. Eles se conheceram no início desse ano e são muito amigos. O João não fala, mas o Rafa entende tudo o que ele quer. É incrível”, disse Carina em entrevista à Crescer.

“E eu, como mãe, fiquei muito orgulhosa. É uma mistura de sentimentos que nem sei falar. O Rafa está tendo um desenvolvimento tão maravilhoso, até pouco tempo, ele não tinha noção de muita coisa e, hoje, ele faz coisas que me surpreendem. Estou muito feliz de saber que ele tem esse coração tão bom”, finalizou.

Com informações da Crescer

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Como identificar sinais de deficiência mental em sala de aula


Deficiência mental 
• Atraso no desenvolvimento neuro-psicomotor (a criança demora para firmar a cabeça, sentar, andar, falar);
• Dificuldade no aprendizado (dificuldade de compreensão de normas e ordens, dificuldade no aprendizado escolar).
• É preciso que haja vários sinais para que se suspeite de deficiência mental. Um único aspecto não pode ser considerado como indicativo de qualquer deficiência.

O que você pode fazer?
Nem sempre é fácil o diagnóstico da deficiência mental, porque os sinais podem ser indicadores de problemas de outra ordem, como as questões emocionais que interferem no aprendizado. Portanto, o professor deve ser cuidadoso e procurar descartar esta possibilidade antes de encaminhar a família para um diagnóstico de deficiência.
Este tipo de diagnóstico é feito por uma equipe multiprofissional composta por psicólogo, médico e assistente social. Tais profissionais, atuando em equipe, têm condições de avaliar o indivíduo em sua totalidade, ou seja, o assistente social através do estudo e diagnóstico familiar (dinâmica de relações, situação da pessoa com deficiência na família, aspectos de aceitação ou não das dificuldades da pessoa, etc.) analisará os aspectos sócio culturais; o médico através de entrevista detalhada e exame físico (recor­rendo a avaliações laboratoriais ou de outras especialidades, sempre que necessário) analisará os aspectos biológicos e finalmente o psicólogo que, através da entrevista, observação e aplicação de testes, provas e escalas avaliativas específicas, avaliará os aspectos psicológicos e nível de deficiência mental.

Dicas de convivência
Mitos sobre deficiência mental
• Toda pessoa com deficiência mental é doente;
• Pessoas com deficiência mental morrem cedo, devido a “graves” e “incontornáveis” problemas de saúde;
• Pessoas com deficiência mental precisam usar remédios controlados;
• Pessoas com deficiência mental são agressivas e perigosas, ou dóceis e cordatas;
• Pessoas com deficiência mental são generalizadamente incompetentes;
• Existe um culpado pela condição de deficiência;
• Meio ambiente pouco pode fazer pelas pessoas com deficiência;
• Pessoas com deficiência mental só estão “bem” com seus “iguais”;
• Para o aluno com deficiência mental, a escola é apenas um lugar para exercer alguma ocupação fora de casa.

Como tratar pessoas com deficiência mental?
• Aja naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental;
• Trate-a com respeito e consideração, de acordo com sua idade;
• Não a ignore. Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa;
• Dê atenção a ela, converse e vai ver como pode ser agradável;
• Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.

Alunos com deficiência mental
• Não subestime a inteligência das pessoas com deficiência mental! Encoraje as perguntas e a expressão de suas opiniões;
• Não superproteja as pessoas com deficiência mental. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário;
• Valorize mais o processo do que o resultado. Mas não ignore os resultados, eles também devem ser esperados e cobrados do aluno com deficiência m e n t a l ;
• Promova a participação em atividades estimulantes e diversificadas;
• Respeite as preferências, os gostos e as decisões da pessoa.

"As escolas devem ajustar-se a todas as crianças, independentemente das suas condições físicas, sociais, linguísticas ou outras. Neste conceito devem incluir-se crianças com deficiência ou superdotadas, crianças da rua ou crianças que trabalham, crianças de populações imigradas ou nômades, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de áreas ou grupos desfavorecidos ou marginais" Declaração de Salamanca, UNESCO, 1994.