quinta-feira, 21 de junho de 2018

25 cidades mais seguras pra se viver no Brasil

Brusque é a cidade mais segura do Brasil pra se viver. O município de Santa Catarina teve a menor taxa de homicídios do Atlas da Violência 2018.

Brusque registrou 4,8 homicídios a cada 100 mil habitantes, 6 vezes menos que a média brasileira de 30,3 assassinatos a cada 100 mil habitantes. O levantamento feito pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – baseado em dados de 2016 – foi divulgado nesta sexta, 15.
Ao contrário do que fez a imprensa comum, que destacou as cidades mais violentas do país, nós do SóNotíciaBoa focamos no outro extremo da lista: nos municípios que aparecem com o melhor desempenho em segurança pública.
Das 25 melhores colocadas, com a menor taxa de homicídios, 18 cidades ficam no Estado de São Paulo. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 4 municípios e Minas Gerais, com 3.
Veja o ranking das 25 cidades mais seguras do Brasil:
Cidade                                           Pop.     Tx.homicícios
  1. Brusque (SC)                          125.810              4,8
  2. Atibaia  (SP)                            138.449              5,1
  3. Jaraguá do Sul (SC)               167.300              5,4
  4. Tatuí  (SP)                                117.823             5,9
  5. Varginha (MG)                       133.384              6,7
  6. Jaú (SP)                                   144.828              6,9
  7. Lavras (MG)                            101.208              6,9
  8. Botucatu (SP)                          141.032             7,1
  9. Indaiatuba (SP)                      235.367              7,2
  10. Limeira (SP)                            298.701              7,4
  11. Valinhos (SP)                           122.163              7,4
  12. Catanduva (SP)                       120.092              7,5
  13. Santana de Parnaíba (SP)     129.261              7,7
  14. Sertãozinho (SP)                     121.412              8,2
  15. Balneário Camboriú (SC)      131.727               8,4
  16. Bauru (SP)                               369.368               8,7
  17. Mogi Guaçu (SP)                    148.327               8,8
  18. Jundiaí (SP)                             405.740               8,9
  19. Birigui (SP)                              119.536               9,2
  20. Bragança Paulista (SP)          162.435               9,2
  21. São Caetano do Sul (SP)        158.825              9,4
  22. Tubarão (SC)                           103.674               9,6
  23. Ourinhos (SP)                          111.056               9,9
  24. Itatiba (SP)                               114.912             10,4
  25. Franca (SP)                              344.704             10,4
Capitais mais seguras
São Paulo aparece no ranking como a capital a mais pacífica, com 14,9 mortes para cada 100 mil.
Florianópolis aparece em segundo, com 18, e Vitória em terceiro, com 23,1.
Brasília teve no período 26,5 mortes a cada 100 mil habitantes.
Pobreza
O estudo do IPEA mostra que existe uma relação forte entre a pobreza e a taxa de homicídios.
Os dez municípios com mais de 100 mil habitantes e com menores taxas de homicídios têm 0,6% de pessoas extremamente pobres, enquanto os dez mais violentos têm 5,5%, em média.
As dez cidades com maiores taxas de assassinatos no Brasil têm nove vezes mais pessoas na extrema pobreza do que as cidades menos violentas.
Nas cidades menos violentas, a porcentagem de pessoas sem saneamento básico é de 0,5% e de 5,9% nas mais violentas.
A taxa de desocupação de jovens também é maior nas cidades com mais assassinatos.
“A edição do Atlas com dados municipais tenta jogar luz a um componente da violência letal que diz respeito às condições socioeconômicas das pessoas mais atingidas pela violência”, disse a diretora executiva do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, Samira Bueno.
“Basicamente mostramos que municípios com melhores níveis de desenvolvimento – e aqui falamos de habitação, educação, inserção no mercado de trabalho, dentre outros – também concentram menores índices de homicídio. Ou seja, estamos falando de pobreza, mas principalmente, estamos falando de vulnerabilidade econômica e de desigualdade”, afirma.
Para Samira, os indicadores mostram o “equívoco de políticas de enfrentamento da violência focadas apenas no policiamento e em estratégias repressivas”.
“O estado não é capaz de oferecer condições básicas de vida e cidadania para parcelas significativas da população, e justamente essas pessoas, que vivem em condições de inserção precária no mercado de trabalho, evadem da escola muito cedo, habitam em territórios sem infraestrutura são os que mais ficam vulneráveis à violência”.
Cidades mais violentas
Sete das dez cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia e no Rio de Janeiro.
Queimados, na região metropolitana do Rio, foi a recordista, com 134,9 homicídios a cada 100 mil habitantes.
Em seguida aparecem 4 cidades da Bahia: Eunápolis, com 124,3, Simões Filho, com 107,7, Porto Seguro 101,7 e Lauro de Feitas, com 99,2.
Entre as dez mais violentas há ainda Maracanaú, no Ceará, Altamira, no Pará, e Almirante Tamandaré, no Paraná.
“Bahia e Rio se destacam nesse cenário de estratégias policiais hiper militarizadas que não se conectam com políticas sociais. Não dá para superar esse problema sem políticas integradas como vêm fazendo, por exemplo, Espírito Santo e Paraíba”, disse Samira.
Capitais mais violentas
Entre as capitais brasileiras, Belém é a mais violenta, com 77 mortes para cada 100 mil habitantes.
Em seguida aparecem Aracaju, com 76,5, e Natal, com 70,6.
Brasil
Pela primeira vez na história, o Brasil atingiu a taxa de 30 assassinatos para cada 100 mil habitantes, em 2016, de acordo o Atlas da Violência 2018.
Com 62.517 homicídios, a taxa chegou a 30,3, que corresponde a 30 vezes a da Europa. Antes de 2016, a maior taxa havia sido registrada em 2014, com 29,8 por 100 mil habitantes.
Segundo o estudo, nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam a vida vítimas de violência no Brasil. Em 2016, 71,1% dos homicídios foram praticados com armas de fogo.
Apesar de a taxa de 30 já ser muito alta, há uma discrepância entre as unidades da federação, onde em Sergipe, a taxa chega a 64,7, Alagoas, 54,2 e Rio Grande do Norte, 53,4.
Já São Paulo tem taxa de 10,9, Santa Catarina, 14,2, e Piauí, com 21,8.
Nos últimos dez anos, a taxa que mais cresceu foi no Rio Grande do Norte (alta de 256,9%) e a que a mais caiu foi no estado de São Paulo (queda de 46,10%). A variação é grande entre os estados.
Com informações do IPEA e G1
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