domingo, 9 de julho de 2017

Narrador da Globo emociona filha deficiente visual de atacante do Bota

Giulia, filha de Roger, conheceu a voz que a acompanha nos jogos do pai.


No último dia 31 de maio, o atacante Roger, do Botafogo, marcou um golaço contra o Sport Recife, que rendeu a classificação do time carioca às quartas de final da Copa do Brasil. A filha do jogador, Giulia, de 11 anos, acompanhou a partida do pai pela televisão, mas sem ver nada, pois ela é deficiente visual desde que nasceu, por conta de uma displasia septo-óptica, um raro transtorno caracterizado por malformações da linha média do sistema nervoso central. Entretanto, a pequena vibrou bastante com a narração de Luis Roberto de Mucio.
Agora, neste mês de junho, quando faz aniversário, Giulia e Roger receberam em casa a visita de Luis Roberto, que levou para a menina um quadro em alto relevo com três momentos do lance do golaço do pai, para que ela pudesse sentir o feito do atacante do Botafogo.
Enquanto a filha ia passando os dedos e se emocionando com o quadro, impresso em 3D, Roger ia explicando a jogada.
“Estou muito feliz de poder sentir um gol do meu pai. Sempre acompanho os jogos e comemoro os gols pela televisão, mesmo sem saber como eles são feitos. Vocês conseguem entender o que fizeram? Gente, eu nunca tive essa noção... Eu queria ter essa noção algum dia e vocês conseguiram trazer. Pai, o gol foi lindo! Foi, não foi? Agora, eu consegui”, vibrou a menina, na reportagem exibida pela TV Globo.

“Quero vê-la na paralimpíada. Faz natação muito bem. O esporte quebra barreiras, agrega, anima... Vivo sonhando por ela. A Giulia não tem limites”, complementou o jogador.
Já o narrador Luis Roberto, que também se emocionou, falou sobre o trabalho que faz na TV. “O tom da narração é importante. É a soma de uma série de coisas. O futebol é muito paixão e você precisa falar com o coração. Esse gol era muito importante e valia a classificação na Copa do Brasil. A dimensão disso tudo você tem que passar. Tem que ser com o coração, ser apaixonado. E um pouco da descrição da situação. A televisão é um veículo de ruído. Às vezes... É um telefone que toca, é alguém que te chama em casa... Então o tom da narração é um chamativo para o cara voltar para a televisão. É o que procuramos passar”, contou o profissional.
Depois de sentir e compreender como é de fato o trabalho do pai, Giulia disse: “Acho que esse é o melhor dia da minha vida. Eu consegui saber como é um gol do papai”, finalizou a menina, que não tirou o sorriso do rosto.
Assista aqui a reportagem completa.
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