domingo, 30 de julho de 2017

Jovens criam app para ajudar pessoas com síndrome do pânico

Ajuda na Síndrome do Pânico

Três universitárias desenvolveram um aplicativo de celular para ajudar pessoas que têm crises de pânico, ou de ansiedade.
Batizado de Be Okay, o app já está disponível para aparelhos com sistema iOS, de forma gratuita.
A intenção é ajudar tanto no exato momento da crise quanto a longo prazo.
Quando o ataque está acontecendo, o usuário pode acessar uma animação para acompanhar um exercício de respiração, já que a falta de ar é um dos principais sintomas.
Ele também pode ver fotos que o acalmam, selecionadas previamente por ele mesmo, acionar uma discagem rápida para alguém capaz de ajudá-lo nessa hora, entre outros recursos.
Uma das criadoras, Gabriella Lopes, de 20 anos, conta que nunca experimentou ela própria uma crise de pânico, mas tem amigos e familiares que já passaram pela situação.
“Conforme pesquisávamos para desenvolver o app, nos demos conta de que todos com quem nós falávamos conheciam pelo menos uma pessoa que já teve crise de pânico. É algo comum, e muitas vezes essas pessoas se veem sem qualquer ajuda”, disse a estudante de Design de Mídia Digital ao OGlobo.
A criação
A plataforma doi desenvolvida dentro do Programa de Formação para Desenvolvimento de Aplicativos iOS, coordenado pelo Laboratório de Engenharia de Software do Centro Técnico Científico (CTC) da PUC-Rio.
Além de Gabriella, participaram da criação as alunas Ana Luiza Ferrer, do curso de Engenharia de Produção, e Helena Leitão, de Sistemas de Informação.
“Várias das funções do app foram fruto de sugestões de pessoas que já passaram por crises. Uma delas nos disse que o que a acalmava nessas horas era ver fotos de cachorrinhos pug”, lembra Gabriella.
“Então nós criamos a possibilidade de o usuário do app selecionar algumas fotos para que, nos momentos de crise, ele possa acessar. São as fotos que fizerem algum sentido para ele, que provoquem relaxamento. O app é uma zona de conforto, como gostamos de chamar”.
Acompanhamento
Além da ajuda imediata, é possível fazer um histórico, por meio de registros com detalhes da crise que ocorreu.
Passado o ataque de pânico, o Be Okay oferece a opção de preencher um formulário com hora, duração, local e sintomas.
Essa ferramenta foi acrescentada para dar ao usuário a possibilidade de identificar quais são os gatilhos que o levam à crise e verificar qual a frequência que isso acontece.
Com informações de OGlobo 
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