quinta-feira, 21 de junho de 2018

25 cidades mais seguras pra se viver no Brasil
Brusque é a cidade mais segura do Brasil pra se viver. O município de Santa Catarina teve a menor taxa de homicídios do Atlas da Violência 2018.

Brusque registrou 4,8 homicídios a cada 100 mil habitantes, 6 vezes menos que a média brasileira de 30,3 assassinatos a cada 100 mil habitantes. O levantamento feito pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública – baseado em dados de 2016 – foi divulgado nesta sexta, 15.
Ao contrário do que fez a imprensa comum, que destacou as cidades mais violentas do país, nós do SóNotíciaBoa focamos no outro extremo da lista: nos municípios que aparecem com o melhor desempenho em segurança pública.
Das 25 melhores colocadas, com a menor taxa de homicídios, 18 cidades ficam no Estado de São Paulo. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 4 municípios e Minas Gerais, com 3.
Veja o ranking das 25 cidades mais seguras do Brasil:
Cidade                                           Pop.     Tx.homicícios
  1. Brusque (SC)                          125.810              4,8
  2. Atibaia  (SP)                            138.449              5,1
  3. Jaraguá do Sul (SC)               167.300              5,4
  4. Tatuí  (SP)                                117.823             5,9
  5. Varginha (MG)                       133.384              6,7
  6. Jaú (SP)                                   144.828              6,9
  7. Lavras (MG)                            101.208              6,9
  8. Botucatu (SP)                          141.032             7,1
  9. Indaiatuba (SP)                      235.367              7,2
  10. Limeira (SP)                            298.701              7,4
  11. Valinhos (SP)                           122.163              7,4
  12. Catanduva (SP)                       120.092              7,5
  13. Santana de Parnaíba (SP)     129.261              7,7
  14. Sertãozinho (SP)                     121.412              8,2
  15. Balneário Camboriú (SC)      131.727               8,4
  16. Bauru (SP)                               369.368               8,7
  17. Mogi Guaçu (SP)                    148.327               8,8
  18. Jundiaí (SP)                             405.740               8,9
  19. Birigui (SP)                              119.536               9,2
  20. Bragança Paulista (SP)          162.435               9,2
  21. São Caetano do Sul (SP)        158.825              9,4
  22. Tubarão (SC)                           103.674               9,6
  23. Ourinhos (SP)                          111.056               9,9
  24. Itatiba (SP)                               114.912             10,4
  25. Franca (SP)                              344.704             10,4
Capitais mais seguras
São Paulo aparece no ranking como a capital a mais pacífica, com 14,9 mortes para cada 100 mil.
Florianópolis aparece em segundo, com 18, e Vitória em terceiro, com 23,1.
Brasília teve no período 26,5 mortes a cada 100 mil habitantes.
Pobreza
O estudo do IPEA mostra que existe uma relação forte entre a pobreza e a taxa de homicídios.
Os dez municípios com mais de 100 mil habitantes e com menores taxas de homicídios têm 0,6% de pessoas extremamente pobres, enquanto os dez mais violentos têm 5,5%, em média.
As dez cidades com maiores taxas de assassinatos no Brasil têm nove vezes mais pessoas na extrema pobreza do que as cidades menos violentas.
Nas cidades menos violentas, a porcentagem de pessoas sem saneamento básico é de 0,5% e de 5,9% nas mais violentas.
A taxa de desocupação de jovens também é maior nas cidades com mais assassinatos.
“A edição do Atlas com dados municipais tenta jogar luz a um componente da violência letal que diz respeito às condições socioeconômicas das pessoas mais atingidas pela violência”, disse a diretora executiva do Fórum Brasileiro da Segurança Pública, Samira Bueno.
“Basicamente mostramos que municípios com melhores níveis de desenvolvimento – e aqui falamos de habitação, educação, inserção no mercado de trabalho, dentre outros – também concentram menores índices de homicídio. Ou seja, estamos falando de pobreza, mas principalmente, estamos falando de vulnerabilidade econômica e de desigualdade”, afirma.
Para Samira, os indicadores mostram o “equívoco de políticas de enfrentamento da violência focadas apenas no policiamento e em estratégias repressivas”.
“O estado não é capaz de oferecer condições básicas de vida e cidadania para parcelas significativas da população, e justamente essas pessoas, que vivem em condições de inserção precária no mercado de trabalho, evadem da escola muito cedo, habitam em territórios sem infraestrutura são os que mais ficam vulneráveis à violência”.
Cidades mais violentas
Sete das dez cidades mais violentas do Brasil estão na Bahia e no Rio de Janeiro.
Queimados, na região metropolitana do Rio, foi a recordista, com 134,9 homicídios a cada 100 mil habitantes.
Em seguida aparecem 4 cidades da Bahia: Eunápolis, com 124,3, Simões Filho, com 107,7, Porto Seguro 101,7 e Lauro de Feitas, com 99,2.
Entre as dez mais violentas há ainda Maracanaú, no Ceará, Altamira, no Pará, e Almirante Tamandaré, no Paraná.
“Bahia e Rio se destacam nesse cenário de estratégias policiais hiper militarizadas que não se conectam com políticas sociais. Não dá para superar esse problema sem políticas integradas como vêm fazendo, por exemplo, Espírito Santo e Paraíba”, disse Samira.
Capitais mais violentas
Entre as capitais brasileiras, Belém é a mais violenta, com 77 mortes para cada 100 mil habitantes.
Em seguida aparecem Aracaju, com 76,5, e Natal, com 70,6.
Brasil
Pela primeira vez na história, o Brasil atingiu a taxa de 30 assassinatos para cada 100 mil habitantes, em 2016, de acordo o Atlas da Violência 2018.
Com 62.517 homicídios, a taxa chegou a 30,3, que corresponde a 30 vezes a da Europa. Antes de 2016, a maior taxa havia sido registrada em 2014, com 29,8 por 100 mil habitantes.
Segundo o estudo, nos últimos dez anos, 553 mil pessoas perderam a vida vítimas de violência no Brasil. Em 2016, 71,1% dos homicídios foram praticados com armas de fogo.
Apesar de a taxa de 30 já ser muito alta, há uma discrepância entre as unidades da federação, onde em Sergipe, a taxa chega a 64,7, Alagoas, 54,2 e Rio Grande do Norte, 53,4.
Já São Paulo tem taxa de 10,9, Santa Catarina, 14,2, e Piauí, com 21,8.
Nos últimos dez anos, a taxa que mais cresceu foi no Rio Grande do Norte (alta de 256,9%) e a que a mais caiu foi no estado de São Paulo (queda de 46,10%). A variação é grande entre os estados.
Com informações do IPEA e G1

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Aplicativo de celular ajuda deficiente visual a conferir valor pago com cartão

Pay Voice instalado no celular permite ao usuário ouvir quanto está pagando antes de digitar a senha nas compras em débito ou crédito. Tecnologia foi desenvolvida em Campinas.




Um aplicativo gratuito de celular para consumidores com deficiência visual permite confirmar por meio de voz o valor das compras pagas com máquinas de cartão de débito ou crédito. E não é necessário estar conectado à internet.O Pay Voice, já disponível gratuitamente no sistema Android e IOS, utiliza a câmera do smartphone para ler e transmitir ao usuário apenas o valor final da compra à vista ou parcelada. O App foi desenvolvido pelo CPqD, em Campinas (SP), em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

E como funciona?

O funcionamento é bem simples. O usuário aproxima o celular - no modo câmera- da tela da maquininha do vendedor e o sistema processa e reproduz em voz apenas o valor final da compra antes de o consumidor digitar a senha, que confirma o pagamento.O Pay Voice ignora outras informações que aparecem na tela da máquina de cartão como hora da compra e a carga da bateria do equipamento. Esses dados poderiam confundir o aplicativo.O aplicativo é tão simples de usar que guia o deficiente visual na hora de ele posicionar a câmera do celular para a leitura. Caso o telefone esteja longe da máquina de cartão, o programa avisa para aproximar mais para esquerda ou direita.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Saiba alguns critérios que permitem isenção no Imposto de Renda
Pessoas com determinadas doenças têm direito à isenção do Imposto de Renda, mesmo que tenham recebido rendimentos como aposentadoria, pensão por invalidez ou pensão alimentícia – não importando o valor recebido.
isenção no Imposto de Renda

Mas certas condições, como a deficiência física e auditiva, ainda não estão contempladas nesta lista, embora já existam projetos de lei no Congresso Nacional 
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que pretendem incluí-las no grupo de isenção.

No caso de um adulto com autismo, Oliveira explica que a mãe ou pai podem declará-lo como dependente, não importando sua idade. "Ela poderá aproveitar despesas médicas que têm com ele [para abater o Imposto de Renda]".
Segundo a Receita Federal 
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, se a pessoa a doença exerce uma atividade profissional  – seja autônomo ou empregado – e ainda não tenha se aposentado, não tem direito à isenção do imposto

Caso o contribuinte seja isento pelas regras do Fisco, é preciso procurar um serviço médico oficial da União, dos Estados ou Municípios para fazer um laudo pericial que comprove a moléstia.
Se o laudo for emitido por um médico da fonte pagadora – como o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) –, o imposto deixa de ser retido na fonte automaticamente, de acordo com a Receita.
Apesar de nem todas as pessoas com deficiência física e intelectual (incluindo autismo) terem direito a isenção do IR, ele já são isentos, por lei, de pagar IPI (Imposto sobre Veículos Industrializados) e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) na aquisição de veículos.
Confira a lista de doenças graves que permitem isenção do Imposto de Renda:
– AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida)
– Alienação mental
– Cardiopatia grave
– Cegueira
– Contaminação por radiação
– Doença de Paget em estados avançados (Osteíte deformante)
– Doença de Parkinson
– Esclerose múltipla
– Espondiloartrose anquilosante
– Fibrose cística (Mucoviscidose)
– Hanseníase
– Nefropatia grave
– Hepatopatia grave (nos casos de hepatopatia grave somente serão isentos os rendimentos auferidos a partir de 01/01/2005)
– Neoplasia maligna
– Paralisia irreversível e incapacitante
– Tuberculose ativa
Fonte: IG Economia

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Estudantes criam moto adaptada para cadeirantes
Os alunos modificaram uma motocicleta e a transformaram em um triciclo.


Estudantes de um curso técnico de mecânica criaram uma moto adaptada para pessoas com deficiência física que usam cadeira de rodas. Foram seis meses para construir o veículo.
O projeto, desenvolvido no município de Aracruz, Espírito Santo, custou aproximadamente R$ 2,5 mil. Os alunos modificaram uma motocicleta e a transformaram em um triciclo. Entre as mudanças, está um câmbio manual para passar marchas com as mãos, uma rampa para o acesso à moto e mais uma roda traseira.
Para usar o veículo, o motorista não precisa sair da cadeira de rodas. A ideia foi inspirada em um amigo do estudante Mauro Leal. “Ele sofreu um acidente e hoje é paraplégico. E a gente vê que ele gosta muito de se mover e tem uma dificuldade enorme. Daí veio a ideia de dar mais locomoção”, contou.
O projeto ainda precisa passar por ajustes antes de ir para as ruas. Para o professor do curso técnico de mecânica, Jaderson Bozi, o veículo pode ajudar muitas pessoas com deficiência. “Eles visaram a dificuldade que as pessoas com restrição de mobilidade tem e colocam em prática aquele conhecimento que adquiriram ao longo do curso” , disse o professor.
Fonte e crédito da imagem: G1 / TV Gazeta

sábado, 9 de setembro de 2017

Cinco aplicativos para pessoas com deficiência
Confira cinco aplicativos que auxiliam na acessibilidade, inclusão e rotina de pessoas com deficiência.

Acessar aplicativos, informações e entrar em redes sociais com o celular tem se tornado ação comum para pessoas com deficiência física, visual, intelectual e motora. Preparamos cinco novidades que contribuem com a rotina destas pessoas.
Confira abaixo:
  1.  Sistema IOS disponibiliza o Voice Ouver
    Um leitor de tela que permite pessoas com deficiência visual ingressarem em aplicativos, redes sociais e desta forma alcançam autonomia na rotina de trabalho, estudos e comunicação digital. Ele permite que com toque de tela sejam acessadas informações sonoras sobre o conteúdo que se deseja conhecer.
  2. Talk Back – Disponível em sistema Android permite leitura de tela para cegos. O sistema permite leitura parcial de aplicativos baixados nos smarthphones.
  3. Guiaderodas – Alternativa para que ambientes abertos ao público, restaurantes e bares possam se adequar às pessoas com deficiência física. Por meio de questionário os cadeirantes ficam informados sobre ambientes preparados evitando assim constrangimentos.
  4. Handtalk – Permite a comunicação com deficiência auditiva. Através de tradução para a Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). O recurso está disponível em Android e IOS.
  5. Aramuno – Facilita aprendizagem de pessoas com dislexia, dificuldades de aprendizado ou com deficiência visual. Em um jogo com bolhas flutuantes na tela do celular, uma espécie de palavras cruzadas em que o jogador deve formar palavras com sílabas, ampliar o vocabulário e estimular a aprendizagem através de interface atraente e pode ser baixado nos dispositivos com Android.
    Fonte: G1 
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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Idosos e PCDs podem receber benefício mesmo sem contribuição ao INSS
Saiba como é possível receber o Benefício de Prestação Conitnuada; para fazer o pedido, há requisitos como baixa renda.

contribuição ao INSS

O governo federal está analisando o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. No Rio Grande do Sul, até agora, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) identificou 3.018 beneficiários inaptos ao benecífio acima de um salário mínimo por mês (R$ 937).
A renda dessas pessoas seria maior do que a exigida para receber o benefício. Mas a renda não é o único critério para entrar no programa. O BPC garante um salário mínimo (R$ 937) mensal aos beneficiários. É destinado a idosos com 65 anos ou mais ou pessoas com deficiência de qualquer idade impedidos de terem uma vida profissional regular.

Sem 13º salário e pensão

No caso das pessoas com deficiência, é necessário passar por avaliação médica e social junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O BPC não pode ser acumulado, por exemplo, com seguro-desemprego, aposentadoria e pensão. E a regra atual exige que o beneficiário faça uma declaração de que não recebe outro benefício no âmbito da Seguridade Social.
Não é necessário pagar intermediários para alcançar o benefício. Como é assistencial, não é necessário ter contribuído para o INSS para ter direito ao BPC. Não há pagamento de 13º salário nem deixa pensão por morte.

Entenda o Benefício de Prestação Continuada

Para quem é o BPC:
– Idosos com 65 anos de idade ou mais.
– Pessoa com deficiência, de qualquer idade. Neste caso, é considerada deficiência aquela que apresenta impedimentos de longo prazo (mínimo de dois anos) de natureza física, mental, intelectual ou sensorial e que podem impedir a participação plena na sociedade em igualdade com as demais pessoas.
– Para a pessoa com deficiência, deverá ser realizada a avaliação em duas etapas por assistentes sociais e médicos peritos do INSS.

O que o INSS exige para pagar o BPC:
– Renda por pessoa do grupo familiar equivalente a um quarto do salário mínimo (R$ 234,25). Fazem parte do cálculo dessa renda o titular do BPC, o cônjuge ou companheiro, os pais, madrasta ou padrasto (caso ausente o pai ou mãe, nunca ambos), irmãos solteiros, filhos e enteados solteiros e menores tutelados.
– Não estar recebendo outro benefício da Seguridade Social (como aposentadorias e pensão). É necessário declarar que não recebe outro benefício no âmbito da Seguridade Social.
– Estar inscrito no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) antes da apresentação de requerimento ao INSS.
– O requerente e todos os membros da família devem estar cadastrados no CPF, cujos números devem ser apresentados ao pedir o benefício.

Como solicitar o BPC:
– O cidadão pode procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de seu município para receber as informações sobre como preencher os formulários e encaminhar o BPC. Confira neste link da prefeitura de Porto Alegre os endereços dos Cras da Capital.
– É possível agendar atendimento direto no INSS pelo telefone 135 da Central de Atendimento da Previdência Social (ligação gratuita) ou por meio da ferramenta online da Previdência.

Documentos e formulários necessários:

– Documento de identificação do titular (ao requerente maior de dezesseis anos de idade poderá ser solicitado documento de identificação oficial com fotografia).
– Formulários preenchidos e assinados, de acordo a situação do titular. Um deles é de preenchimento obrigatório em todos os casos. Outro é apenas para quem deseja renunciar outro benefício.
– Termo de Tutela, no caso de menores de 18 anos filhos de pais falecidos ou desaparecidos ou que tenham sido destituídos do poder familiar.
– Documento que comprove regime de semiliberdade, liberdade assistida ou outra medida em meio aberto, emitido pelo órgão competente de Segurança Pública estadual ou federal, no caso de adolescentes com deficiência em cumprimento de medida socioeducativa.
– Documento de identificação e procuração no caso de representante legal do requerente.

Outras informações:

– Em caso de mais dúvidas, a orientação é ligar para a Central de Atendimento do INSS pelo telefone 135.
– O serviço está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

1% dos brasileiros com deficiência está no mercado de trabalho
Apenas 403.255 estão empregados, o que corresponde a menos de 1% das 45 milhões de pessoas com deficiência no país.

mercado de trabalho para deficientes

Há seis anos, Diones Gonçalves da Silva, de 29 anos, trabalha em um hospital como auxiliar de hotelaria. Ele tem deficiência intelectual e dificuldade de aprender a ler e escrever. “Têm algumas pessoas que não tratam a gente muito bem por causa da deficiência, não tratam a gente como outro ser humano”, disse Diones. “Mas isso está melhorando muito, as pessoas estão cada vez mais conscientes de nos tratar com mais respeito e apoio”.
Quase 24% dos brasileiros (45 milhões de pessoas) possuem algum tipo de deficiência, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim como Diones, muitos enfrentam dificuldades de inserção social, e exercer uma função profissional pode ajudar a ultrapassar essas dificuldades. Apesar da importância e da obrigatoriedade legal, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal ainda é pequena. Apenas 403.255 estão empregados, o que corresponde a menos de 1% das 45 milhões de pessoas com deficiência no país.
Considerando-se apenas a participação de pessoas com deficiência intelectual, vem crescendo no mercado de trabalho formal. De 25.332 trabalhadores em 2013 passou para 32.144 em 2015, último período de dados disponíveis da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Diones já desempenhou várias funções dentro do hospital e, antes disso, já havia trabalhado em dois supermercados. Ela participou por oito anos na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal (Apae-DF) e está muito feliz com o acompanhamento que ainda recebe da associação e com o bom tratamento que recebe dos colegas do hospital. “Na Apae aprendi a fazer meu nome e já sei ler algumas palavras”, disse ele, que reforçou os estudos para conseguir ser promovido no trabalho.
A coordenadora do Setor de Inserção no Mercado de Trabalho da Apae-DF, Adriana Lotti, explica que as pessoas com deficiência estão mostrando sua capacidade, mas que poucos empregadores dão oportunidade de trabalho pensando na função social. Grande parte ainda o faz apenas para cumprir a cota. “De qualquer forma, é uma maneira de irem para o trabalho e mostrar que são profissionais, são bons trabalhadores”, disse.
Segundo a Lei de Cotas (Lei nº 8213/1991), se a empresa tem entre 100 e 200 empregados, 2% das vagas devem ser garantidas a beneficiários reabilitados e pessoas com deficiência. A porcentagem varia de acordo com o número total de contratados, chegando a um máximo de 5% caso haja mais de 1.001 funcionários. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2005), segundo Adriana, pode ajudar a mudar essa cultura, mas no longo prazo.
“Às vezes, acho que as pessoas têm medo por que não sabem lidar com a pessoa com deficiência intelectual, sendo que é muito simples, não tem uma fórmula, é só tratá-la como um funcionário como outro qualquer. Só que ela têm de ser respeitada, às vezes, na lentidão ou em alguma atividade, mas ela vai conseguir fazer o trabalho”, disse a coordenadora.
Ela explica, inclusive, que as pessoas com deficiência precisam ser cobradas no cumprimento da função da mesma forma, em relação a pontualidade, por exemplo. “Eles não são coitadinhos, são pessoas como nós que precisam de uma chance para mostrar que são excelentes profissionais, que são produtivos”, disse.
Hoje, a Apae-DF faz o acompanhamento de 216 pessoas que estão no mercado competitivo, distribuídas em 52 empresas. Durante o tempo que a pessoa passa na instituição, recebe capacitação para ser um bom profissional, aprende as normas, direitos e deveres e respeito à hierarquia, por exemplo. A capacitação para atividade fim que vai desempenhar é feita, em geral, na própria empresa.
Além do acompanhamento, a associação encaminha as pessoas para o trabalho apoiado, aquelas que têm uma deficiência mais severa e que necessitam de outra pessoa durante o trabalho. Nesse caso, a qualificação acontece dentro da Apae-DF e os profissionais são encaminhados, geralmente, para órgãos públicos.
Fiscalização e multa
Segundo a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho, Maria Teresa Pacheco Jensen, caso as empresas cumprissem a lei, o número de pessoas com deficiência que estão empregadas seria maior. Os auditores-fiscais atuam na fiscalização e, para ela, existe mesmo uma resistência ou dificuldade das empresas contratarem pessoas com deficiência, porque muitas, inicialmente, preferem pagar as multas, que vão de R$ de 2,2 mil a R$ 228 mil.
Ela conta, no entanto, que o Ministério do Trabalho celebra acordos de compromisso e orienta e acompanha as empresas na contratação de pessoas com deficiência e no desenvolvimento de programas de aprendizagem.
“É mais uma questão de conscientização. A pessoa com deficiência tem o direito a exercer todas as funções, cabe ao empregador fazer os ajustes necessários”, explicou Maria Teresa. “Não é um favor, é uma função social. Queremos mudar essa visão e tirar a ideia que a pessoa com deficiência deve receber tratamento assistencial. Ela não quer isso e não seria bom para a sociedade. Não queremos o modelo de assistencialismo, queremos o modelo de inclusão”.

Participação da família

A procuradora do Trabalho, Maria Aparecida Gurgel, explicou que alguns dispositivos da lei de inclusão poderiam ser regulamentados e melhor explorados, como o trabalho apoiado e a capacitação pelas próprias empresas, a exemplo do que é feito pela Apae-DF. Para ela, as empresas também devem abrir oportunidades para as pessoas com deficiência intelectual em todas as funções.
“Nós estamos em um processo de mudança de cultura e como temos jovens e adultos com deficiência intelectual empregados, temos que aprender com esse sistema. O que foi feito para que essa pessoas estejam no mercado de trabalho?”, questionou, argumentando que Estado e sociedade civil têm seu papel nessa inserção.
Ela ressalta, entretanto que a família também é extremamente importante para o desenvolvimento profissional da pessoa com deficiência intelectual. “A família tem que acreditar nas suas potencialidades. Todos os pais e mães querem proteger o seu filho, e na área da deficiência intelectual, há uma proteção necessária, mas não há uma crença nas potencialidades de aprendizagem para o desempenho de funções”, disse Maria Aparecida. “Temos que quebrar essa cultura de que a pessoa com déficit cognitivo não aprende e não pode trabalhar ou que vai trabalhar somente em cargos de menores”, disse.
A coordenadora da Apae-DF, Adriana Lotti, explica que a família também é essencial após a inserção no mercado, porque é ela quem vai observar se a pessoa com deficiência relatar alguma dificuldade e ainda se ela está cumprindo suas obrigações, como os horários e os uniformes, por exemplo.
Fonte: IstoÉ 
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Uber de mulher pra mulher chega a outras cidades
Uber de mulher pra mulher
Foto: Fernanda Moura/Tribuna do Ceará
A ideia do Uber feminino está se espalhando por várias capitais brasileiras. São carros em que mulheres dirigem para passageiras também do sexo feminino, para evitar que haja assédio e piadinhas de mau gosto durante a viagem.
Depois do aplicativo Lady Driver, lançado em março deste ano em São Paulo, agora o Divas Flor está rodando nas ruas do Ceará.
O Divas For, foi em criado em junho pela motorista Eveline Carolina e duas amigas – Monique e Cibele – e há um mês o aplicativo cearense está no ar.
“Eu era motorista do Uber, e muitas mulheres relatavam que tinham medo de andar com homens, principalmente no horário da noite. Então, fui pensando em criar um aplicativo que podia deixar elas (sic) mais à vontade e sem chance de sofrerem assédio”, relata.
As proprietárias contrataram uma empresa que administra o app, que só está disponível em celulares com o sistema operacional Android.
Os carros também tem suas especificidades. Devem ser acima de 2008, possuir quatro portas e ar-condicionado.
Vantagens
A vantagem para as motoristas parceiras do Divas For é que não há divisão dos valores da corrida com a administração do aplicativo, diferentemente dos concorrentes.
Todo o valor arrecadado é das motoristas, que pagam para a central um valor mensal de R$ 200 – também bastante abaixo do custo que motoristas repassam, por exemplo, para o Uber mensalmente.
Os valores das tarifas são semelhantes ao Uber. Cada quilômetro custa R$ 1,20 e o minuto é R$ 0,15. Já a tarifa base sai no valor de R$ 2,50 e o preço mínimo de cada viagem é de R$ 6,75.
Homens
Apesar do foco ser feminino, homens acompanhados de mulheres também pode realizar as viagens.
“A nossa restrição é no cadastro que só pode ser feito por mulheres. Porém, as mulheres acompanhadas de namorados e filhos podem entrar no carro normalmente”, finaliza.
Lady Driver
Já a Lady Driver, de São Paulo, cadastrou em menos de seis meses mais de 8 mil motoristas na capital e em Guarulhos, na Grande SP.
Agora o ‘Uber feminino” quer expandir o serviço para o Rio de Janeiro.
A fundadora e hoje CEO da Lady Driver conta que criou o serviço após ter sofrido assédio.
“Ele (o motorista) me buscou na porta de casa e chegou a mudar o caminho. Cheguei bem, graças a Deus, mas comecei a pensar quantas mulheres passam por isso diariamente. A gente se sente mais segura e tranquila com outra mulher”, disse Gabriela Correa, de 35 anos.
Ela comanda a empresa, que tem 15 funcionários.
Gabriela diz que o serviço serve também para proteger as profissionais.
“Era uma demanda das mulheres que dirigiam e para quem ninguém olhava. Valorizamos o trabalho delas”, contou.
“O nosso trabalho serve para mostrar que temos voz, que o assédio não é uma coisa rara.”
Serviço
Baixe os aplicativos nos links abaixo:
Divas For  (GooglePlay)
Lady Driver (GooglePlay)
LadyDriver (AppleStore)

Com informações da PEGN e TribunaDoCeará